quarta-feira, 27 de janeiro de 2010

um pouco de história...


Ao contrário daquilo que possamos pensar, o clip para papel tem uma história recente. Na verdade, não há quem não tenha inúmeros clips espalhados pela secretária de trabalho mas dificilmente temos consciência da amplitude deste invento e da sua verdadeira utilidade. No entanto, parece que nas ocasiões em que nos fazem mais falta nunca encontramos nenhum.

Os primeiros métodos conhecidos para unir documentos de papel surgiram no início no século XIII. Neste período, pequenas tiras metálicas eram colocadas em ranhuras paralelas, no canto superior esquerdo do papel. Posteriormente, passou-se a utilizar tiras de material têxtil, que atavam as folhas, ou cera, que mantinha as folhas coladas.
Durante os seis séculos que se seguiram, estes foram os métodos utilizados. Em 1835, Jonh Ireland Howe concebeu um aparelho que viria a revelar-se bastante eficaz na minimização deste problema: uma máquina capaz de produzir straight pins em massa. Estes pins já eram conhecidos e haviam sido desenhados por alfaiates com o objectivo de juntar, provisoriamente, as diferentes componentes das peças de roupa. A sua practicidade levou a que o método fosse adoptado para facilitar a união de folhas de papel - embora apresentasse a grande desvantagem de furar os documentos de forma permanente.
Algumas décadas mais tarde, em 1899, Johan Vaaler, um inventor Norueguês com uma formação muito vasta nas áreas das ciências da matemática e da electrónica, inventou o clip para papel. No entanto, a legislação vigente no seu país de origem não previa o registo de patentes. Assim, resolveu deslocar-se até à Alemanha a fim de assegurar os seus direitos relativos à autoria das diversas formas que criara até então.
Apesar de J. Vaaler ser uma referência na invenção do clip paper, a forma oval dupla que conhecemos hoje, e que se tem mantido como aspecto standard do clip para papel, é atribuída a uma empresa Inglesa - a Gem Manufacturing. Quanto aos métodos de fabrico, o primeiro indivíduo que registou a patente de uma máquina com capacidade de produzir em massa clips para papel, foi o americano William Middlebrook.

Os designers, na sua tentativa constante de aperfeiçoamento das formas e desenvolvimento de novos projectos, tentaram modificá-lo, uma vez que, durante algumas décadas, o design do Clip "Gem" foi posto em causa.
Em 1934 foi patenteado o exemplar que viria a ser conhecido como Gothic Clip, devido às suas curvas concebidas em forma de arcos góticos, contrariamente às formas romanas conhecidas até então. Henry Lankenau foi o responsável desta nova proposta, tendo como objectivo criar o clip perfeito, mais fácil de aplicar às folhas de papel. Mas, apesar de todas estas tentativas, mais ou menos bem sucedidas, de encontrar a forma perfeita, o que verificamos é que o Clip Gem se tem mantido através das décadas e que a sua imagem se tem perpetuado.
O Clip do Século XXI
Para além de simplesmente unir folhas, este objecto tem sido alvo de inúmeras utilizações, tão variadas quanto a imaginação humana o tem permitido.
Durante a 2ª Guerra Mundial, os noruegueses, ao serem proibidos pelos alemães de utilizar os botões com as iniciais do Rei, optaram por abotoar as suas roupas com o auxílio de clips. Os Gem foram adaptados para assumir esta nova função devido ao facto de ser uma invenção nacional, cuja aplicação originária seria unir. O Clip adquiriu não só uma nova utilização, como passou, também, a simbolizar a solidariedade e a oposição em resposta à ocupação alemã.
Já nos nossos dias, numa realidade bem mais distante, o clip tem sido também largamente utilizado como icon de algumas ferramentas de informática. A sua imagem é utilizada em programas como o Oultook Express, com a finalidade de anexar ficheiros no envio de mensagens de correio electrónico e como assistente do Windows."

Vestidos Inteligentes